Desempenho do PIB do Brasil no 3º tri fica em 43º em ranking com 54 países

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03/12/2019

O desempenho do Produto Interno Bruno (PIB) brasileiro no 3º trimestre de 2019 ocupa o 43º lugar dentro do ranking com 54 países, elaborado pela Austing Rating. A lista traz os resultados das maiores economias do mundo.

A comparação leva em conta o crescimento de 1,2% da economia no 3º trimestre deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). Esse resultado está acima de países como Reino Unido, Suíça, Alemanha, Itália e México.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Na média, as 54 economias analisadas cresceram 2,5% no período. Já o grupo dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) cresceram 3,4%.

Ranking do PIB do 3º trimestre em relação a mesmo período de 2018 com 54 países — Foto: Reprodução

PIB brasileiro cresceu 0,6% no 3º trimestre na comparação com o 2º trimestre. O resultado mostra uma leve aceleração da recuperação da economia entre julho e setembro, embora em ritmo ainda fraco e mais lento do que se esperava no começo do ano.

Em relação ao 3º trimestre de 2018, o crescimento foi de 1,2%, a 11ª alta consecutiva nesta base de comparação.

No acumulado em 12 meses, o PIB registrou crescimento de 1%, frente aos quatro trimestres imediatamente anteriores. No acumulado do ano até setembro, o PIB cresceu 1%, em relação a igual período de 2018, informou o IBGE.

Apesar da leve melhora, o PIB brasileiro ainda está 3,6% abaixo do pico da série, atingido no primeiro trimestre de 2014. O resultado mantém a economia brasileira em patamar semelhante ao que se encontrava no 3º trimestre de 2012, segundo a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

Veja os principais destaques do PIB no 3º trimestre:

  • Serviços: 0,4% (com destaque para o comércio e atividades de informação e comunicação, com alta de 1,1%, ambas);
  • Indústria: 0,8% (maior alta desde o 4º trimestre de 2017, puxada pela indústria extrativa que cresceu 12%, que compensou a queda de 1% da indústria de transformação);
  • Agropecuária: 1,3%;
  • Consumo das famílias: 0,8%;
  • Consumo do governo: -0,4%;
  • Investimentos: 2% (2ª alta seguida, mas abaixo do avanço de 3% registrado no 2º trimestre);
  • Construção civil: 1,3% (com o crescimento puxado pelo mercado imobiliário).
  • Exportação: -2,8% (3ª queda seguida, afetada pela desaceleração da economia global e pela recessão na Argentina);
  • Importação: 2,9%.